sábado, 9 de julho de 2011

Novamente...



Jeito certeiro... Musica certa....Um não sei o que nos leva a perceber o corpo passando por um processo de evolução que nos faz dançar e que nos envolve naquilo que mais queremos ...o prazer.
Prazer de amar, prazer de ter aquilo que não nos pertence em sentido de corpo , de odor, de calor, de gozo, alegria, e exaltação, seja na droga, no sexo, seja naquela irrealidade que nos faz ter um mais além que nos faz, ir mais alem seja, no corpo, seja na ilusão pois naquele exato momento parece que não somos mais o que eramos antes, então só nos resta o desejo de permanecer para sempre naquilo que mais queremos, a sensualidade de um corpo sobre o nosso, sobre tudo aquilo que mais desejamos.. Nem que depois nos arrependamos e .....façamos tudo novamente.

Ruínas




Pode-se dizer que tudo na vida tem uma escolha, um destino um caminho a ser trilhado a ser, trabalhado, a ser a cada dia montado, seja por amor, lagrimas, dor, beleza, escuridão seja na rima , na poesia, na musica, nas mãos..
Sim nas mãos pois são elas que constroem que destroem, que erguem e que evoluem , mas são elas tambem a causadora de toda ruina encontrada nos montes esquecidos.
Seja uma cidade forte, um corpo forte mas tudo sera ruina um dia, sera uma incerteza um que , uma pergunta uma desventura , uma historia, duas letras, duas mãos , duas ruinas, seja com o erro seja com o alucinogeno que nos faz acreditar que tudo esta de pé mas que nada passa de um passageiro pesadelo.
Seja aqui ou lá sempre será uma ruina tudo aquilo que no nosso dia a dia nos faça desacreditar que nada somos sem o pedestral, o alicerce, o seguro que nos faz ouvir uma doce  e alegre musica mesmo que estejamos desacordados e prestes a morte, sempre haverá uma ruina que nos levara a descobrir como surgiu o ontem e como será o amanha sendo que tudo não passa de uma ruina.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tudo...

Tudo que é amor, tudo que frio, tudo que é calor, tudo que é coisa, tudo que é sofrer, tudo que é trasnformacao, tudo que é morrer...
Tudo o que é simples, tudo que é criança , tudo que é inverno, tudo que é outono, tudo que é verão, tudo que é alegria...tudo que é tristeza, tudo que é canção, tudo que é ......é e jamais volta a ser aquilo que não faz parte do tudo que nos faz criar, nos divertir e sonhar antes de dormir.
Porque tudo é sempre de todos, nem que seja ideias e que seja um ''tudo'' roubado , daquela pessoa que nos faz bem, e que nos faz pensar em quanto somos importantes, mesmo nao tendo tudo ou quase tudo.

As vezes tudo pode ser ideia, poder ser criação pode ser imaginação pode ser diversão, poder ser flutuação... Engraçado o tudo faz parte do tudo por mais incompreensivel que seja pra mim ou para outros , este tudo também faz parte de ti, mesmo que seja um tudo ABSOLUTO, mesmo que tenha uma certa tristeza em tudo que temos, pois nem sempre tudo poder ser perfeito, adquirido, ou compreensivel ,mas tudo tem um certo fim , trágico, ou não mas tudo acaba quando iniciamos uma nova musica e permitimos que ela seja tocada ate tudo se completar, mas permitamos esquecer tudo que nos vem a mente para nos fazer desacritar que estamos fazendo e tendo tudo.
Nem que tudo seja gato, tudo seja cachorro, tudo seja bonito ou tudo seja feio, permitamos que tudo seja tudo por si só mesmo que nada disso que foi escrito faça a minima ... ideia, compreensão...
Tudo é novo, tudo é velho, tudo tudo mesmo sou eu em nada que nao tenha a minima logica desse raciocinio....

Monges


Como será  a vida de monge? Pacata? Reclusa? Obscura? Secreta? Santa?... Indefinições
Seria a arte de encantar com suas vozes, sem tons, mas alucinantemente dentro de uma vida que é conduzida dentro de uma grande catedral fria, e sem alegria cujo odor de madeira velha, entra pelas narinas e descobre que existe um mundo vasto além de tudo que possa ser insano , que possa ser beneditino, que possa ser abrangente, além da fé, além do amor a Deus, o amor a reclusão.
Orações a meia noite, com joelhos dobrados, ante a escuridão, e o frio que percorre todo o corpo quanto a pele é tocada pelo chão frio e santo, intocado. Vozes são erguidas e que tentam chegar até o mais alto possivel, pois o erudito que existe em tudo isso, é tão belo, é tão devoto, é tão frívolo, é tão profano... é tão excitante, que chega a me dar uma certa irrevulutalidade perante a tal santidade.
Como pode uma pessoa se conter com tal circunstancia, com tal perfeição, com tamanha felicidade, de poder se separar de todos e se guardar de tudo aquilo que é profano e insensato, com tamanha beleza pode-se crer que ainda no mundo possa existir a escuridão, que possa existir o nada, ante uma catedral sem fieis, sem padres, monges, cantos, velas, ou qualquer coisa que faça parte do rito de invocação, e só restar o monge com seus joelhos calejados, estes deitados no chão da meia noite no escuro e sozinho, tentando sofrer por ter uma tão adoravel vida de exclusivade...
Tudo parece-me um horizonte , uma ideia que me permite navegar perante um lugar.....
Vai -se saber se este lugar´não é o mais iluminado de toda a cidade.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um branco, Um Xis , Um Zero




Você partiu e me deixou


Sem lamentar o que passou

Sem me apegar ao que apagou e acabou



Não me lembro bem da sua cara

Qual a cor dos olhos, já nem sei

Só o cheiro do seu cheiro

Não quer me deixar mais em paz

Nos ares dos lugares

Onde passo e onde nunca estás



Você partiu e não voltou

Eu já esqueci o que me falou

Se prometeu ou se jurou seu amor



Já não me recordo mais seu nome

Quais os outros nomes que te dei

Só o cheiro do seu cheiro

Não consegue ser tão fugaz

Nas pessoas, peles, colos

Sexo, bocas, onde nunca estás



Não me lembro bem da sua cara

Qual a cor dos olhos, já nem sei, (já nem sei)

Já não me recordo mais seu nome

Quais os outros nomes que te dei

Só o cheiro do seu cheiro

Não consegue ser tão fugaz

Nas pessoas, peles, colos

Sexo, bocas, onde nunca estás



Você partiu e foi melhor

E eu já me esqueci de cor

Do som, do ar, do tom, da voz e de nós



Já passei um pano um branco, um zero, um xis

Um traço, um tempo, já passei

Só o cheiro do seu cheiro

Não consigo deixar para trás

Impregnado o dia inteiro

Nessa roupa que eu não tiro mais

Ruas

 Passa-se os dias e a cada dia, vão surgindo novas alternativas prazeres, e caminhos. Pode acreditar que a marginalidade faz parte de nossos dias, mas ninguem procura entender que realimente somos das ruas marginalizados , incultos e belos.
È nas ruas que seguimos nossas insensatez, e passamos a conhecer o nosso orgulho, fazendo sem pensar guardando no olhar as palavras que foram ditas para todos, vale mais a inesperada surpresa de conhecer um novo caminho do que conhecer uma velha rua que passamos todos os dias conhecendo um segundo sol reagendando a linha cotidiana que um velho aprendiz que se encanta com palavras ao vento que se dissipa nas ruas extraordinariamente manifestas em nossa pacata e singelas vidas.

sábado, 25 de junho de 2011

Lugar


Por mais estranho que pareça você pertence a este lugar...
A ânsia que se envolucra, ante o caminho a ser seguido quando dissipado vem e passa a conhecer a realidade de outras pessoas e nós como seres ordinarios passamos a viver achando que somos de um lugar que não nos pertence, por esse motivo , quando sentirmos dor, devemos seguir mais adiante, quando quisermos chorar , choremos para dentro de nós, quando quisermos amar, tenhamos coragem de acreditar que nada somos sem o amor própio.
Diferentes situações , diferentes paixoes, e diferentes criações me leva a crer que pertenço a esse lugar por mais estranho que pareça , por eu viver em  um estado de inconstante alteraçoes de humor sofro como se fosse viver em um nada para o fim de meus dias, mesmo querendo eu ser aquilo que poderei ser mas somente no futuro a incompreensão se apossa e toma conta de todo um ser ... queria eu que meu caminho fosse somente uma trilha sonora, que nunca parasse de tocar e quando me cansar possa ter um objeto chamado amor, pois sem este objeto os lugares fica vazios, neutros e sobrios demais.
Quem sabe se hoje na verdade possa se dissipar o desejo que se releva ante o desejo que toma conta do meu corpo como se fosse um arpa que é tocada por mãos grandes e exalta-se como se fosse um gozo de felicidade ou de eterna realização ...